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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Casas

Eu e a minha mania de ver casas!

Adoro ver casas. Pesquisar em sites de imobiliárias, ver fotos. E de preferência, ver mesmo. Ao vivo e a cores.

Este meu hábito já vem de há algum tempo, quando comprei a minha 1ª casa. Deve ter sido aí que nasceu o gosto. Desde então, de vez em quando, vou ver casas. Vejo nos sites, e ligo para as imobiliárias e vou visitar. 

Ontem fui. E fiquei mesmo chateada!! 

Vi uma que gostei, que está até abaixo do valor de mercado, no centro da cidade, mobilada e equipada. Um miminho. Estou chateada. Devia vê-la daqui por um ano. Mas daqui por um ano não vai aparecer nada assim. E agora tenho medo que seja cedo para ir morar com o Home. 

Um miminho... Bem disse à vendedora: há coisas que aparecem cedo demais...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Almoço com o ex

Ai que bom! Que delícia! O almoço, a ele não provei. Nem posso, que sou uma moçoila comprometida. Mas que às vezes a vontade é muita, é! E que importa se o Home tem um corpo fenomenal, se me vira do avesso, se me pega ao colo como se fosse uma boneca e se me trata como se eu fosse a pessoa mais importante do Mundo(às vezes)? Que importa se está sempre lá para mim, se é meu amigo e dos periquitos se quando vejo o Betinho é inevitável um sorriso assomar-me ao rosto?

Bom, já não é aquele sorriso parvo de miúda apaixonada, já não são as borboletas no estômago, já não é a sensação de levitação (que senti mesmo!!), já não é o que era. Mas, quase dois anos depois é natural que não seja. 

A conversa flui fácil, as piadas são inteligentes, os modos refinados, o sorriso encantador. Tudo é encantador, aliás... E é nestes momentos que fico nostálgica e sinto uma saudade imensa dos nossos passeios, das nossas conversas, das nossas brincadeiras. E das tardes e das noites de sexo intenso. Das tardes e noites em que nos amamos como se tivéssemos todo o tempo do Mundo e nos comemos como se não houvesse amanhã. 

O que senti foi único, especial, intenso, maravilhoso. E conseguir hoje ter uma amizade com a mesma pessoa é muito bom. Conseguir brincar com ele, conseguir conversar e rir e dar uma lufada de ar fresco a uma pessoa muito complicada é uma sensação maravilhosa. Saber que lhe faço bem!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Jantar

Apesar de chateados e do novo estatuto de amigos, fomos jantar a casa do meu Pai. O Home tinha-me pedido para tomar café à noite, mas na verdade não me apetecia vê-lo. Não me apetecia estar com ele, não queria porque sabia que ele queria falar de voltarmos e na verdade, não estava para lá virada. Nem estou.

Disse-lhe que não podia tomar café, que ia jantar. E depois acabei por lhe dizer que ia a casa do meu Pai e convidei-o para ir. E foi.

Mas continuo sem saber se terá sido pelo melhor. Afinal, este vai-vem, este começa e acaba cansa. Desgasta qualquer relação, desgasta qualquer sentimento. Penso se realmente estará pronto a assumir um compromisso comigo, se realmente até valerá a pena internamente assumir um compromisso com ele. Quando lhe levei as coisas ontem à hora de almoço, isso despoletou um sentimento que até agora não tinha sentido. De desapego, de perda definitiva.

Mas depois jantamos. E a afinidade que existe entre ele e os meus é evidente. O amor que se sente no ar quando olha para mim, desarma-me. E imagino que, desta vez, vai ser diferente. Como das outras vezes que acabamos, penso que desta vez foi a última que acabamos para reatar.

E é assim, nesta dicotomia de sentimento que estou. Entre o vai e o vem, entre o começa e acaba.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Homens

Namorada há meia dúzia de meses de um fulano giro, bem disposto que me faz rir. Mas sem classe. Com um horizonte de vida tacanho, minúsculo. Ciumento. Praticamente analfabeto. E amigo dos piriquitos! (Os meus filhos, de quem falarei depois)

A frequentar a minha casa, a casa dos meus e de repente, ai e tal, quero livrar-me de ti (má escolha de palavras, Home) como namorado mas não como amigo.

E levo com isto de manhã, ainda antes do pequeno almoço e do café.

Caramba!! Haja dó!

E agora? Com quem vou conversar quando acordar? Aliás, quem me vai acordar? E tu? A quem irás ligar quando acordares? Ambos sabemos que as coisas não são fáceis para nós, mas temos uma relação gira... Ou tínhamos...