quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Casas

Eu e a minha mania de ver casas!

Adoro ver casas. Pesquisar em sites de imobiliárias, ver fotos. E de preferência, ver mesmo. Ao vivo e a cores.

Este meu hábito já vem de há algum tempo, quando comprei a minha 1ª casa. Deve ter sido aí que nasceu o gosto. Desde então, de vez em quando, vou ver casas. Vejo nos sites, e ligo para as imobiliárias e vou visitar. 

Ontem fui. E fiquei mesmo chateada!! 

Vi uma que gostei, que está até abaixo do valor de mercado, no centro da cidade, mobilada e equipada. Um miminho. Estou chateada. Devia vê-la daqui por um ano. Mas daqui por um ano não vai aparecer nada assim. E agora tenho medo que seja cedo para ir morar com o Home. 

Um miminho... Bem disse à vendedora: há coisas que aparecem cedo demais...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dia J

Aproxima-se o Dia J. Ou melhor, o dia J-Y (porque até chegar ao dia do veredicto, vão haver mais uns quantos). E o Y corresponde a que número? Pois, também gostava de saber o que aquela Juíz vai fazer. Desta vez!!

Para a semana. Não sei ainda o que vai acontecer ao certo, não sei quem vai depor, quem vai falar, o que vai ser dito e o que vai ser resolvido. Mas é mais um passo na caminhada, nesta luta pelos piriquitos. Para que retornem para onde nunca deviam ter saído. 

Não impede que esteja nervosa, apreensiva, com as tripas a virarem-se-me do avesso por tudo o que se tem passado estes últimos anos. Não impede que toda eu trema por antecipação. 

Contam-se pelos dedos das mãos as pessoas a quem falei. Fora quem vai ter mesmo que me acompanhar. Disse ontem ao Home e porque ele percebeu uma alteração na minha rotina (reunião com o advogado). 

Ai que nervos!! Só me apetece atirar para o chão e chorar!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Alice no País das Maravilhas

Li este livro no fim de semana. Comprei em 2ª mão (tal como compro a maior parte dos livros que leio) e li num instante! É um da lista dos '100 mais'. Nessa lista faltam alguns que adorei, mas não se pode ter tudo... E tenho a certeza que nunca vou ler a Iliada... Digo eu!! 

Que retiro eu da 'Alice'? Um livro completamente non-sense, que me proporcionou umas boas gargalhadas. O julgamento fez.me lembrar algumas coisas a que já assisti, mas na contra capa dizia que 'é uma leitura com várias interpretações'. Ora a única coisa que tirei dali foi mesmo uma história divertida, bem disposta de uma menina que vê coelhos com pressa e falsas tartarugas e que se passeia por jardins lindíssimos. E que se fosse adulta eu diria que tinha fumado umas coisas...

O sr do táxi

Este fim de semana foi de estar com os piriquitos. A rotina é sempre a mesma: Saio do trabalho, o Home vem-me buscar, acompanha-me à estação. Tratamos dos bilhetes, entro no comboio e o pai leva-os à estação para que possamos seguir no mesmo comboio. Felizmente este fim de semana não foi excepção. 

Na volta, páro na estação, deixo o saco no café lá ao lado para não pagar bagagem e entro num táxi. (Ou então tenho sorte e um amigo vai lá buscar-me e dá-nos boleia). Na volta o pai nunca pode ir buscá-los. E eu saio e espero 2 horas pelo comboio seguinte. Ontem não foi excepção. Apanhamos um táxi. Quando paramos em frente à casa, diz o motorista: aqui moram uns primos meus! Fiz-me de surda. Tirei os meninos, esperei pelo pai, entrei no táxi. Vi o senhor a acenar efusivamente para o Pai dos meninos (que não respondeu) e entrei no carro. Ele entrou de seguida e repetiu: esta casa é de uns primos meus. Olhe, não lhe gabo a família... 

Depois de falar um bocadinho com o senhor, acabou por me dar o número de telefone e dizer: oh menina! quando tiver que levar lá os meninos telefone-me que levo-a lá. A ver se não lhe fica tão caro! Isto realmente não se faz! Não lhe custava nada vir buscar os meninos, realmente... 

Diga-se que para os levar ao Pai, gasto cerca de 25 euros em táxi e perco 2 horas à espera num café manhoso...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Almoço com o ex

Ai que bom! Que delícia! O almoço, a ele não provei. Nem posso, que sou uma moçoila comprometida. Mas que às vezes a vontade é muita, é! E que importa se o Home tem um corpo fenomenal, se me vira do avesso, se me pega ao colo como se fosse uma boneca e se me trata como se eu fosse a pessoa mais importante do Mundo(às vezes)? Que importa se está sempre lá para mim, se é meu amigo e dos periquitos se quando vejo o Betinho é inevitável um sorriso assomar-me ao rosto?

Bom, já não é aquele sorriso parvo de miúda apaixonada, já não são as borboletas no estômago, já não é a sensação de levitação (que senti mesmo!!), já não é o que era. Mas, quase dois anos depois é natural que não seja. 

A conversa flui fácil, as piadas são inteligentes, os modos refinados, o sorriso encantador. Tudo é encantador, aliás... E é nestes momentos que fico nostálgica e sinto uma saudade imensa dos nossos passeios, das nossas conversas, das nossas brincadeiras. E das tardes e das noites de sexo intenso. Das tardes e noites em que nos amamos como se tivéssemos todo o tempo do Mundo e nos comemos como se não houvesse amanhã. 

O que senti foi único, especial, intenso, maravilhoso. E conseguir hoje ter uma amizade com a mesma pessoa é muito bom. Conseguir brincar com ele, conseguir conversar e rir e dar uma lufada de ar fresco a uma pessoa muito complicada é uma sensação maravilhosa. Saber que lhe faço bem!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O aniversário

O aniversário foi muito giro. Apesar do local não ser o mais apetecível, de não ser certamente a minha primeira escolha, acabou por sê-lo por causa do valor do prato. Entradas, cafés, bebidas, prato e sobremesa ficou por 10 euros. E sobrou muita coisa.

Dali fomos para casa jogar cartas. O trânsito era muito, não se podia andar na rua. Mesmo à noite as lojas estavam todas abertas por isso ficamos sossegaditos. Mas foi engraçado. Já há anos que não comemorava fora o meu aniversário, já há anos que não juntava ninguém de propósito para me cantar os parabéns. Este ano calhou. E calhou muito bem!

Os periquitos não foram, o que me deixou de lágrima no olho mais que uma vez durante o jantar. Faltou-me o mais novo para dançar ao colo e a mais velha para fazer umas piruetas! Faltou-me A. E penso que irá faltar sempre, daqui para a frente. Curiosamente, não enviou parabéns, nem feliz natal nem feliz ano novo. Tristemente não disse mais nada desde aquela conversa.


Resenha

O meu aniversário foi giro. Quem esteve, esteve muito bem. Quem não foi não fez falta. (excepto pelos piriquitos...) Acabou por ser um convívio engraçado, com pessoas de todos os dias. Excepto duas. Que já não via há tempos. Mas foi como se tivéssemos estado no dia anterior. Foi um almoço de Domingo (só que foi jantar) e serviu ainda para apresentar a minha família aos Pais do Home. Até a enteada se divertiu e acabamos a jogar cartas em casa. 

Depois veio o Natal. Já sabia que ia estar sem eles, por isso não doeu tanto. E acabei por estar uma semana de férias só nós 3! E foi delicioso! E sim, isso explica um bocadinho a falta de escrever aqui, que pretendo seja um diário. 

Depois foram as férias com eles que foram deliciosas. 

E a seguir tivemos o Ano Novo e as resoluções e as boas vontades e a entrega dos meninos ao Pai novamente.

E depois vem a tristeza, a desilusão, a revolta. E por esta altura vem o conformismo e a decisão de fazer coisas diferentes e de continuar a minha vida.